Tuesday, May 10, 2011

5 motivos para detestar Jeph Loeb

Aloha my bitchessss!!!

Dentre muitos e muitos gostos nerds a que este Cervejeiro é adepto o mais antigo e por consequência o que tenho mais carinho é sem sombra de dúvidas meu amor por Quadrinhos.
Podem se referir como quadrinhos, comics, HQ, gibi, arte sequencial, nona arte, etc, etc, etc, o ato de ler uma boa história em quadrinhos promove ao mesmo tempo orgasmos nerds neste que é seu fiel servo Cervejeiro e um sentimento de estímulo criativo quando se depara com uma boa história.
Não vou divagar aqui sobre os feras (atuais) da arte e do roteiro de quadrinhos. O motivo do post é na verdade uma reclamação. Como amante dos quadrinhos, como adorador de uma boa história e como ser humano que ama coisas legais criadas, não posso deixar barato que um verme, um perfeito animal unicelular consiga produzir tanta porcaria e o pior, DESTRUIR sem o mínimo de remorso, verdadeiras Obras Primas que OUTROS escritores criaram.

Eu falo daquele que fode tudo que toca, o famigerado JEPH LOEB.


Neste post, falarei sobre 5, apenas 5 motivos para detestá-lo. Se você é fã de quadrinhos, vai me entender. Se não for fã, morra com seu próprio vômito.

Motivo número 1: ULTIMATES III

Não se enganem pela arte BAD ASS do Joe Madureira (que aliás é a única coisa que salva essa porcaria de servir como papel higienico), Ultimates 3 é um ESTUPRO ao melhor grupo de heróis já criado depois de The Boys do Garth Ennis. Mark Millar fez em Ultimates 1 e 2, pequenos clássicos das histórias em quadrinhos. Sério. Não tem quem não goste quando lê. Os heróis são mais realistas, a história é adulta, inteligente, o Hulk quer estuprar todo mundo ao invés de simplesmente esmagar... enfim, um primor de história com roteiros inteligentes, bem humorados que nos fazem ter gosto de gostar de ler uma boa HQ enquanto soltamos a pirambóia no banheiro ou simplesmente relaxamos.
Mas eis que entra Jeph Loeb e simplesmente DESTRÓI tudo que Mark Millar criou em dois volumes foderosos. Loeb coloca os heróis em um plot totalmente imbecil, ligado com o "evento final" do universo Ultimate (e segundo motivo desta lista) e nos chama de idiota a cada página virada. O cara mata uma personagem importante, sem mais nem menos. O Doutor Destino aparece pra uma ponta não remunerada. O Ultron é mencionado na cara dura. O Martelo do Thor é redesenhado na sem-vergonhice (porra Madureira, até tu!!). O Venom aparece, toca o puteiro e ninguem sabe porque ele se parece com o Venom do Universo Marvel Regular. Magneto é o grande vilão... (micaraleo!! Tá todo mundo de SACO CHEIO DESSE PORRA do Magneto! É Magneto em Três filmes dos X-Men, Magneto em filme novo dos X-Men, Magneto em Universo regular, deêm um descanso pro velho!). Os absurdos vão longe. É ler pra crer.
Inclusive ele pega elementos que foram consolidados por Mark Millar (e respeitados por todos os outros escritores que passaram pelos heróis) e simplesmente ignora, enfiando um grande e grosso caralho de adamantium no ânus do leitor.


Motivo número 2: ULTIMATUM


Bom, a Marvel criou o Universo Ultimate para ser um universo que nada tinha a ver com o Regular, onde teríamos histórias mais realistas, e sem aquela continuidade fodida que a Marvel tem (não tanto como a DC, mas enfim...).
Bem, com o passar do tempo, a continuidade do Universo Ultimate foi também ficando extremamente escrota, e a Marvel, numa decisão editorial mais escrota ainda decide tocar pra fuder e dar um reset na porra. E para isso eles não chamaram os caras fodões, aqueles que criaram o Ultiverso (como Brian Bendis, Mark Millar, etc), mas sim o chupa rola filho de uma lampréia Jeph Loeb.
De novo, todo mundo que olha, vê a foderosa arte do David Finch e pensa "Mas que comics de qualidade oras!".
Bananas!
Ultimatum foi considerado por revistas especializadas, como sendo UM DOS PIORES EVENTOS EM QUADRINHOS DA HISTÓRIA, só não sendo o PIOR devido a citada arte porreta do Finch.
Ultimatum é um chute no rim de qualquer pessoa que goste de uma história coesa. Personagens morrem sem mais nem menos (aliás, é um perfeito MASSACRE), situações colcadas pra chocar, mas que na verdade são extremamente gratuitas e imbecis.
No final, temos o motivo imbecil do nascimento dos mutantes, a morte de TODO mundo (quase) e o Magneto peidando pra muzenga. Terminando tão simples e boçal como quando começou (com um ahn... Tsunami em Manhattan... ¬¬). Escroto ao extremo, Ultimatum ENTERRA o Universo Ultimate num cemitéiro de animais sem cérebro. Obra é claro do nosso currador, Jeeeeeeeeeeeph Loeb!


Motivo número 3: NEW ULTIMATES


Chega a ser bizarro como a Marvel sabe das coisas. Ela simplesmente acabou com um Universo, deixou alguns heróis vivos, pra continuar tudo depois com um novo selo.
Vamos respeitar que, para o selo Ultimate Spider Man ela colocou o Brian Bendis (um ótimo roteirista) e no selo Ultimate Avengers eles trouxeram de volta o papa Mark Millar.
Mas quem ficou com os Ultimates, agora com o nome de New Ultimates? Sim. Ele. O midas de merda... Jeph Loeb.
E novamente aqui, temos um artista top. Frank Cho é o cara que melhor sabe desenhar uma mulher gostosa depois de Paolo Serpieri (Druuna). Mas infelizmente, aqui, toda a arte de Cho é obliterada pela incompetencia de Loeb.
Teoricamente aqui seria o arco em que Thor voltaria do mundo de Hela, onde ele caiu no começo da porcaria chamada Ultimatum.
Interessante ver que Loeb quis colocar um pouco de tensão sexual na história, mas acabou deixando o arco parecido com um Porky´s anabolizado.
É Thor trepando no inferno, Homem de Ferro trepando escondido na Shield, Capitão America negando fogo de gostosa (morra por isso Jeph Loeb), enfim, é uma pseudo suruba tão escrota que me dá vontade de cortar os pulsos. Se pelo menos ele falasse "Vai Frank, desenha uns peitões aí que todo mundo esquece dessa merda de história", mas com Loeb, isso é pedir demais.


Motivo número 4: ULTIMATE X

A arte do Arthur Adams faz a digestão desta perfeita porcaria ser mais amena. Aliás, unir desenhistas fodões com um prick como o Loeb é uma jogada de mestre da Marvel...
Depois do Ultimatum (ele de novo) os mutantes foram os culpados pela quase destruição da Terra e quem ainda não morreu (quase todo mundo) está em fuga.
Me diga agora, pra que Jeph, você me mata um dos personagens PRINCIPAIS e mais LUCRATIVOS do Ultiverso pra depois, sem mais nem menos, na cara de pau, criar um FILHO DO PERSONAGEM, que ninguem sabe da onde veio e onde ele estava nos INFINDÁVEIS MALDITOS ANOS em que a linha Ultimate estava em sua normal publicação...
J. M. Straczinsky deve estar puto da vida. Raios... Eu tô puto da vida!


Motivo número 5: HULK VERMELHO


É... desta vez Loeb ataca no universo marvel regular. É o Hulk Vermelho. É. Isso mesmo. É UM OUTRO Hulk. E VERMELHO. Isso já dá uma idéia do que o diabólico Loeb pode fazer com a paleta de cores...
Aqui, sem mais nem menos, o Hulk Vermelho aparece detonando geral. Dá um pau no Stark, no Hulk Verde, num vigia (como na foto) e NO THOR!!!
Um mistério ridículo circunda a identidade do Hulk de Chico e o fato de eu ter lido até o final pra saber quem era só me fez me sentir um perfeito idiota. Nas mãos de outros roteiristas como Jeff Parker o Chicão ae até fica legal, mas o Loeb fez uma salada tão grande e boçal pra introduzir o cara no universo que eu me pergunto, se quando ele começou, ele tinha a idéia que eu tinha quando eu comecei a ler: que ia ser uma merda total.

E aqui acabam os 5 motivos para detestar Jeph Loeb. Existem outros como Heroes, o roteiro de Commando para Matar e Superman e Batman: Inimigos públicos, mas estes são fichinha perto das atrocidades citadas acima.

Até a proxima!

Thursday, April 14, 2011

A Torre Negra Vol. 2 - A Escolha dos Três


Aloha; cervejísticos leitores!

Continuamos com a saga homérica de Roland de Gilead a caminho da misteriosa Torre Negra.

Ao final do primeiro volume (O Pistoleiro), vimos Roland, o último dos pistoleiros de um mundo que “seguiu adiante” após sua longa (e misteriosa) confabulação com O Homem de Preto, chegar ao litoral ocidental. Na praia, Roland deita na areia e, estando quebrado física e mentalmente, desmaia.

O fato é que em sua conversa com Walter, o Homem de Preto, este faz a Roland uma "sessão de Tarô " Pelas cartas, Roland deve reunir seu kah-tet (pessoas ligadas pelo destino) para só desta forma conseguir chegar à Torre Negra. São três cartas: O PRISIONEIRO, A DAMA DAS SOMBRAS e A MORTE.

Mas nem tudo são flores. No começo de “A Escolha dos Três”, Roland, desmaiado na praia do mar Ocidental é atacado por uma criatura marinha venenosa extirpando-lhe dois dedos de sua mão, um de seu pé e o deixando seriamente doente. Tudo parecia perdido quando Roland encontra a primeira PORTA. Ali, no meio da praia, na areia, jaz uma porta. Nela está escrito “O PRISIONEIRO”. E Roland sabe que atrás dela, se encontra o primeiro membro de seu kah-tet.

Assim, a Escolha dos Três, conta como Roland visita, estupefato, nosso mundo. Se encontra com Eddie Dean, um viciado em heroína de Nova York da década de 80 e o ajuda a realizar uma missão extremamente perigosa.
Mais adiante encontra a porta A DAMA DAS SOMBRAS, onde conhece Odetta Holmes, uma ativista dos direitos dos negros da década de 60 que perdeu as duas pernas em um acidente terrível. Odetta divide seu corpo com Detta Walker, sua personalidade maligna.

E junto com os dois, encontra a terceira porta LE MORT que numa reviravolta fantástica, causando paradoxos temporais, flertando com a união dos destinos de Eddie, Odetta/Detta, Jake (o garoto do primeiro volume) e uma escolha que Roland teve de fazer, encerra este segundo volume.

A Escolha dos Três é um livro bem diferente de O pistoleiro. É bem mais fluído, retornando ao estilo King de contar histórias que todos conhecem. As seqüências em que Roland passa ao nosso mundo são fantásticas, bem como a dualidade bizarra da mente de Odetta/Detta. A terceira parte, onde Roland encontra LE MORT, é de longe, primorosa.

Tiroteios em antros de traficantes pelados, monstros marinhos, duplas personalidades assassinas, situações à lá “Quero ser John Malkovich”, assassinos seriais, referencias ao pop da década de 80, enfim, imperdível!

Um vol. 2 ótimo, de leitura prazerosa com uma história emocionante e empolgante. Ficção, Horror, Suspense, Drama na medida, A Escolha dos Três nos mostra como Roland consegue reunir parte de seu kah-tet nos preparando para o volume 3 – As Terras Desvastadas. Os mistérios continuam. O que é na verdade a Torre Negra? O que representa o grupo que Roland está reunindo? Quem é a figura Rubra que ocasionalmente aparece em visões? O que acontecerá com Jake? O que na realidade é o mundo de Roland? Porque ele está atrás da Torre?

Algumas destas respostas serão encontradas no próximo volume. As outras... Quem sabe?

Até as Terras Devastadas, e boa leitura!

Thursday, March 24, 2011

A Torre Negra vol. 1 - O Pistoleiro

Stephen King é sem dúvida um dos grandes escritores da ficção fantástica de horror desde os anos 70. Mais do que isso, é um escritor que ao contrário de muitos, é influenciado diretamente pelos acontecimentos de sua vida pessoal em seu direcionamento criativo. A maioria dos seus livros tem como cenário o Maine (seu estado) e muitas de suas histórias contêm referências ao atropelamento que quase o matou em 1999.

Mas independente disso, King é um grande contador de histórias sendo suas incursões no fantástico e terrível sempre fazendo-nos grudar os olhos em cada página e assim, assustando-se e deliciando-se com cada situação: o fim do mundo em “A Dança da Morte”, a fabulosa história de amizade e acerto de contas em “A Coisa”, o escatológico livro sobre aliens “O Apanhador de Sonhos”, sua incursão no universo zumbi com o bem sacado “Celular”, um bizarro poder de sentir as pessoas em “Zona Morta”, a ótima continuação de “O Talismã” com “A casa negra”, o fantástico conto com influências Lovecraftianas “O Nevoeiro” e o perfeito suspense em “Desespero”. É claro que não mencionei “Christine”, “O iluminado” ou ”Carrie” que são ótimos, mas não estão no pódio deste que vos escreve.

Todas as histórias acima são plenamente conhecidas, com sua maioria até já passando em sua TV na forma de filmes ou séries de televisão.

Uma obra relativamente desconhecida de King e que foi lançada em 2003 aqui no Brasil pela Objetiva trata-se do épico em sete volumes “A Torre Negra”.

A saga conta a história de Roland Deschain, um Pistoleiro que anda num mundo apocalíptico western-medieval cheio de monstros, mutantes, feiticeiros, demônios e mistério.

Esse mundo pode ser uma realidade paralela, outro planeta, um futuro longínquo ou outra dimensão. Ele procura a chamada Torre Negra, o local que contém o nexo de realidades do tempo e espaço, o “tamanho de tudo”. Seus motivos, seu passado e o que existe de verdade na Torre e quem a comanda são um mistério.

Iniciado em meados dos anos 70 quando King possuía apenas 19 anos, a saga se estendeu até 2003 quando foi finalizado o 7º volume e assim a história de Roland, o pistoleiro e sua busca pela Torre Negra foi concretizada.

Os volumes (já lançados no Brasil pela Objetiva) são:
Volume 1: O Pistoleiro
Volume 2: A Escolha dos Três
Volume 3: Terras Devastadas
Volume 4: Mago e Vidro
Volume 5: Lobos de Calla
Volume 6: Canção de Susannah
Volume 7: A Torre Negra

Nesta série de posts aqui no Egoísmo, irei colocar minhas impressões sobre cada Volume, conforme for finalizando-os.

Neste post falaremos sobre o 1º Volume, intitulado “O Pistoleiro”, originalmente publicado no ano de 1978 em partes separadas na revista “The Magazine of Fantasy and Science Fiction”.

“O homem de preto fugia pelo deserto, e o pistoleiro ia atrás.”

Assim começa a saga do Pistoleiro. No início apenas sabemos que um homem vaga pelo deserto perseguindo um misterioso “homem de preto”. As referencias de King ao western são claras e não podemos deixar de imaginar a cena com detalhes incríveis devido à rica narração do escritor
Enquanto vaga pelo deserto, o pistoleiro encontra um homem, um colono a quem se apresenta como Brown e a ele conta o que aconteceu na pequena e árida cidade de Tull. King mostra com maestria seqüências digna dos melhores faroestes e dos melhores filmes de horror misturadas em cenas de suspense fantásticas. Em Tull o pistoleiro (a quem descobrimos possuir o nome de Roland) se envolve com uma prostitua chamada Allie, tem pistas do paradeiro do homem de preto e cai em algumas armadilhas deixadas por ele quando de sua passagem pela cidade. Toda a seqüência em Tull é genial, arrepiante e angustiante.

Após contar a trágica história de Tull ao homem chamado Brown, Roland segue viagem e encontra-se com um garoto chamado Jake que não sabe como chegou lá e da onde veio. Roland descobre através de hipnose de onde Jake é. De NOSSA realidade/planeta/tempo/dimensão ou whatever... Jake fora assassinado (em mais uma descrição fantástica e bem gráfica) e acordou no posto de parada ao meio do deserto onde Roland o encontra. De alguma forma aquele garoto se encontra conectado ao seu ka, ou seja, ao seu destino e assim, Roland decide levá-lo junto em sua jornada.

Daí para frente, sabemos um pouco mais sobre o passado do Pistoleiro, mas as informações são fragmentadas e os pedaços são apresentados a conta-gotas. Inclusive pistas de quem é o homem de preto, sua relação com Roland, sua família e a linhagem de pistoleiros a quem ele pertence (e aparentemente, é o último).

Ao final do livro, Roland deve passar por uma terrível provação e somos levados ao inevitável embate do homem de preto e Roland com algumas revelações fantásticas e uma “confabulação” escrita com maestria nos fazendo querendo extrair o máximo de cada parágrafo e seus quase dúbios significados. Assim, Roland é apresentado a seus próximos passos num angustiante recomeço de sua jornada.

O Pistoleiro” não é um livro difícil de ler. É sim, um livro escrito por alguém que ainda não possuía toda a experiência em narrativa de hoje e prezava mais “a linguagem que o seguimento da história”. O próprio King confessa em seu prefácio e introdução, ambos escritos em 2003 quando a edição foi revisada que “O Pistoleiro”, apesar de ser o mais fino de todos os volumes (possui 221 páginas) é extremamente difícil de digerir inicialmente. Ele ressalta (e este Cervejeiro concorda) que o texto é rico e cheio de detalhes, porém realmente confuso e quase arrogante. Em nota, King nos pede desculpas e aconselha-nos a relevar a dificuldade do primeiro volume. Realmente, o segundo volume (A escolha dos Três) é onde King encontra seu “prumo” e a história flui infinitamente melhor. Mas deixemos isso para o próximo post...

O que podemos ter certeza é que a despeito das pequenas falhas, não dá para negar a qualidade da história, o intenso suspense narrativo e o fabuloso clímax (ou seria anticlímax?) que o início da saga de Roland Deschain nos é apresentado por King. Muitas perguntas são levantadas durante todo o livro, poucas são devidamente explicadas. O que torna a história muito mais interessante e nos deixa com água na boca para o 2º Volume.

Altamente recomendado para os fãs de King, de Tolkien, de Westerns, de cultura pop e literatura fantástica / horror.

Quem quiser saber mais sobre o Mundo Médio, o Pistoleiro e todas os elementos desse mundo fantástico criado por King, pode acessar o site Projeto 19. (Cuidado é claro com os Spoilers para quem quer ler a saga!).

Até "A Escolha dos Três" no próximo post e boa leitura!